Música: 1 – Escalas maiores

As escalas maiores são úteis para composição de acordes, arpegios, grooves, improvisações e dão visão sobre várias características musicais, são oriundas da famosa escala diatônica de Dó. Esta serve de modelo para as demais escalas maiores. Vamos conhecer as peculiaridades desta escala e entender alguns pormenos que servirão de boa base para aqueles que estão no mundo da música e que muitas vezes ingressaram diretamente a prática de instrumentos.

A intimidade com instrumentos é essencial para expressão musical, mas o simples fato de ter intimidade com o instrumento desejado não faz de ninguém um músico. O músico conseguirá se expressar com facilidade em qualquer instrumento no qual ele entenda sua dinâmica de uso, logicamente que não vai ter a mesma facilidade que alguém que tenha intimidade com o instrumento, mas saberá como transmitir a música tão logo compreenda como o mesmo funcione, sendo somente necessário praticar a execução.

Vamos observar a escala diatônica de Dó (diatônica significa que concorda com a tônica)

Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si – Dó

<Tom> <Tom> Mi <Semitom><Tom> Sol <Tom> <Tom> Si <Semitom>

O que queremos dizer com <Tom> e <Semitom>?

Dó <tom> Ré significa que entre as notas Dó e Ré temos o espaço de um TOM.

Mi <semitom> Fá significa que entre as notas Mi e Fá temos o espaço de um SEMITOM.

Para termos um TOM precisamos de dois SEMITONS seguidos.

Na música ocidental, para instrumentos temperados, o menor espaço de altura entre duas notas é chamado de semitom. É imprescíndível não confundir altura com intensidade. A altura é relativa a frequência de uma nota (grave, médio, agudo) e intensidade é referente ao volume (decibéis, nível de pressão sonora). Logo vejamos o quadro abaixo:

C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B

Aqui temos representados os 12 semitons que compoem a escala cromática (escala completa com todas notas sem se preocupar com concordar com a tônica). Comparando a escala cromática com a diatônica conseguimos compreender o porque temos as distâncias relacionadas na escala diatônica de Dó.

Logo observamos que de Dó (C) até Ré (D) temos um tom porque entre as duas notas temos ainda Dó sustenido (C#) ou também nomeado Ré bemol (Db). E entre Mi (E) e Fá (F) temos um semitom já que não há entre eles nenhuma nota, fato que acontece também entre Si (B) e Dó (C).

Na prática de Dó até Dó#(Réb) tenho a distância de um semitom. Dó#(Réb) até Ré tenho a distância de um semitom. Logo de Dó (C) até Ré (D) temos a distância de um tom = 2 semitons.

Agora precisamos montar as outras escalas seguindo o modelo da escala diatônica de Dó. Lembrando que cada posição na escala é denominada grau. Logo na escala de dó (C) temos:

I Grau (Tônica – estável) = Dó (C)
II Grau (Supertônica ou sobretônica)= Ré
III Grau (Mediante) = Mi
IV Grau (Subdominante – menos instável) = Fá
V Grau (Dominante – instável) = Sol
VI Grau (Superdominante ou Sobredominante) = Lá
VII Grau (Subtônica ou sensível – em alguns casos que se pode chamar sensível) = Si
VIII Grau (Tônica – oitava) = Dó

Então segue a regra para montagem das escalas de outros tons alheios ao de Dó:

I Grau <Tom> II Grau <Tom> III Grau <Semitom> IV Grau <Tom> V Grau <Tom> VI Grau <Tom> VII Grau <Semitom> VIII Grau

Utilizando a quinta de Dó (C), Sol (G), temos a seguinte escala:

G <t> A <t> B <st> C <t> D <t> E <t> F# <st> G

Utilizando a quinta de Sol (G), Ré (D), temos a seguinte escala:

D <t> E <t> F# <st> G <t> A <t> B <t> C# <st> D

Utilizando a quinta de Ré (D), Lá (A), temos a seguinte escala:

A <t> B <t> C# <st> D <t> E <t> F# <t> G# <st> A

Utilizando a quinta de Lá (A), Mi (E), temos a seguinte escala:

E <t> F# <t> G# <st> A <t> B <t> C# <t> D# <st> E

Utilizando a quinta de Mi (E), Si (B) temos a seguinte escala:

B <t> C# <t> D# <st> E <t> F# <t> G# <t> A# <st> B

Utilizando a quinta de Si (B), Fá # (F#) temos a seguinte escala:

F# <t> G# <t> A# <st> B <t> C# <t> D# <t> E# <st>F#

Gb <t> Ab <t> Bb <st> Cb <t> Db <t> Eb <t> Fb <st>Gb

Utilizando a quinta de Fá # (F#), Dó # (C#) temos a seguinte escala:

C# <t> D# <t> E# <st> F# <t> G# <t> A# <t> B# <st>C#

Db <t> Eb <t> F <st> Gb <t> Ab <t> Bb <t> C <st> Db

Utilizando a quinta de Dó # (C#), Sol # (G#) temos a seguinte escala:

G# <t> A# <t> B# <st> C# <t> D# <t> E# <t> F## <st>G#

Ab <t> Bb <t> C <st> Db <t> Eb <t> F <t> G <st> Ab

Utilizando a quinta de Sol # (G#), Ré # (D#) temos a seguinte escala:

D# <t> E# <t> F## <st> G# <t> A# <t> B# <t> C## <st> D#

Eb <t> F <t> G <st>Ab <t> Bb <t> C <t> D <st> Eb

Utilizando a quinta de Ré # (D#), Lá # (A#) temos a seguinte escala:

A# <t> B# <t> C## <st> D# <t> E# <t> F## <t> G## <st> A#

Bb <t> C <t> D <st> Eb <t> F <t> G <t> A <st> Bb

Utilizando a quinta de Lá # (A#), Mi # (E#) temos a seguinte escala:

E# <t> F## <t> G## <st> A# <t> B# <t> C## <t> D## <st> E#

F <t> G <t> A <st> Bb <t> C <t> D <t> E <st> F

Abaixo vai um brinde pra quem quer compreender melhor e não está conseguindo:

Utilizando o quadro abaixo você conseguirá montar qualquer escala sem fazer cálculos ou pensar muito… basta preencher o quadro seguindo este modelo, onde a tônica é a primeira nota R (1) e colocar as notas seguintes (substituindo as notas da linha de cima)… Depois é só extrair aquelas que embaixo esteja apenas um número natural.

C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A
R(1) m2 2 m3 3 4 b5 5 m6 6 m7 7 8 m9 9 m10 10 11 b12 12 m13 13

2 Respostas para “Música: 1 – Escalas maiores”


  1. 1 Giulia

    ooi existe SÍ sustenido?

  2. 2 nissieloin

    Na teoria existe sim. Na prática para instrumentos temperados B# é igual a C.

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