Brian Jones, funcionário da Microsoft, estreitamente relacionado aos formatos do Office, informou em seu blog que as especificações dos formatos doc, xls e ppt estão disponíveis desde 2006, livres de Royalts. Que bastava apenas que se mandasse um e-mail solicitando por isso. Agora também foi removida a necessidade de se solicitar por tais especificações, estando as mesmas disponíveis para download no site da empresa.
Estranho este informe surgir juntamente com o pronunciamento da agência que controla a tecnologia educacional no Reino Unido. “Atualizar os sistemas de tecnologia da informação e comunicação para o Microsoft Vista ou Office 2007 não é recomendado” declarou a Agência Britânica de Tecnologia e Comunicação Educacional – BECTA.
Em um estudo divulgado, a empresa questionava exatamente o formato dos documentos e a forma de licenciamento. Completou defendendo que os Pais e Alunos devem conhecer outros softwares de mesmo tipo que tem licenças Livres. Recomendou ainda, a Microsoft, que aprimore a integração com ODF (Open Document Format).
Esta preocupação é já bem antiga por parte de grande parte de empresas e profissionais da área de TI, que observam que um formato de documento proprietário pode se tornar um sério problema, se, por exemplo, a empresa descontinuar o mesmo, ou ainda se a mesma deixar de existir.
É bom sempre imaginar: “O que acontece se o programa X deixe de existir? Os arquivos são totalmente compatíveis com algum outro?”.
Uma empresa, uma entidade educacional ou outra qualquer pode se dar ao luxo de ter suas informações nas mãos de outra empresa?
Estes e outros questionamentos do tipo são grandes impulsionadores do formato livre. Imagine os Livros de papel. Nenhuma pessoa ou empresa é nessária para que os mesmos se tornem funcionais, basta que você saiba ler e tenha acesso ao livro.
Este é um dos grandes pilares da Informação Livre.
Grande abraço.